Síndrome de Alport
- História familiar de nefrite.
- Hematúria persistente, sem que haja evidência de outra possibilidade de nefropatia hereditária.
- Surdez sensorineural de cariz bilateral, no intervalo de frequências dos 2000 Hz aos 8000 Hz. Surdez com desenvolvimento progressivo, não presente na infância e com aparecimento antes dos 30 anos de idade.
- Mutação no gene COL4An, em que n é igual a 3, 4 ou 5.
- Evidência imunohistoquímica da ausência parcial ou total do epítopo na membrana basal dos glomérulos ou membrana basal epidérmica, ou em ambas.
- Vastas anormalidade estruturais da membrana basal glomerular.
- Lesões oculares.
- Progressão gradual para falência crónica renal (em pelo menos 2 membros da família).
- Macrotrombocitopenia ou inclusões granulocíticas
- Leiomiomatose difusa do esófago ou da genitália feminina, ou ambos.
Síndrome de Brugada
A Síndrome de Brugada é uma arritmia hereditária (autossómica dominante) que predispõe a arritmias ventriculares que podem ser fatais.É provocada por uma mutação no gene SCN5A, que leva a uma alteração estrutural dos canais de sódio do coração.
Tem especial incidência em indivíduos adultos e do sexo masculino. Também ocorre com mais frequência em indivíduos de origem asiática.
Pode provocar morte súbita (através de taquicardia ventricular polimórfica), principalmente em indivíduos em repouso ou durante o sono.
Síndrome de Cotard
A Síndrome de Cotard também chamada de delírio de Cotard, sínrdome do cadáver ambulante[1], delírio nihilista ou delírio de negação é uma síndrome rara de fundopsicológico onde a pessoa acredita estar morta, não reagindo a estímulos exteriores nem a outras pessoas. Também pode acreditar que está com seus órgãos internos podres ou apodrecendo. [2]Foi o neurologista francês Jules Cotard quem primeiro descreveu a síndrome, em 1880.
Geralmente o tratamento envolve o uso de antidepressivos com sessões de eletrochoque.
Pode estar relacionada à Síndrome de Capgras.
Síndrome de Eisenmenger
A Síndrome de Eisenmenger é uma enfermidade congênita do coração na qual diferentes defeitos cardíacos congênitos causam aumento na resistência vascular pulmonar ehipertensão pulmonar, o que resulta na inversão do curto circuito (da direita à esquerda) ou que seja bidirecional.[1]O coração normal possui quatro partes: as duas partes superiores se chamam aurículas ou átrios. As aurículas (átrios) estão separadas pelo tabique atrial. As duas partes inferiores se chamam ventrículos e estão separados entre si pelo tabique interventricular. As válvulas põe em contacto as duas aurículas com seus respectivos ventrículos. O sangue, que em sua circulação por todo o organismo tem perdido seu oxigênio, necessita passar pelos pulmões para reoxigenar-se outra vez.[2]
Esta síndrome não possui tratamento e seus sintomas aumentam progressivamente com a idade.[3]
Síndrome de Estocolmo
A Síndrome de Estocolmo (Stockholmssyndromet em sueco) é um estado psicológico particular desenvolvido por algumas pessoas que são vítimas de sequestro. A síndrome se desenvolve a partir de tentativas da vítima de se identificar com seu captor ou de conquistar a simpatia do sequestrador. Pode ser também chamado assim uma serie de doenças psicológicas aleatórias.A síndrome de Estocolmo pode muito bem ser identificada na literatura infantil, no clássico conto francês, escrito por Marie le Prince de Beaumont, "A Bela e a Fera" que conta a história de uma garota bonita e inteligente que é vitima de cárcere privado por uma Fera, e por fim desenvolve um relacionamento afetivo e se casa com a fera.
Síndrome das lágrimas de crocodilo
Síndrome das lágrimas de crocodilo ou síndrome de Bogorad é uma síndrome que ocorre como complicação após uma paralisia facial. Nesta rara complicação, os pacientes lacrimejam unilateralmente enquanto estão mastigando ou consumindo bebidas.As pessoas podem ser tratadas com toxina botulínica.
(A expressão popular derramar lágrimas de crocodilo, usada para dizer que alguém chora sem razão ou por fingimento, surgiu de um fato que acontece com os crocodilos. Quando o animal come uma presa, ele a engole sem mastigar. Para isso, abre a mandíbula de tal forma que ela comprime a glândula lacrimal, localizada na base da órbita, o que faz com que os répteis lacrimejem.)
Síndrome de Horner
A síndrome de Horner ou paralisia óculo-simpática é uma síndrome clínica causada pela lesão ao sistema nervoso simpático.Em crianças a síndrome de Horner às vezes leva a uma diferença na coloração entre os dois olhos (heterocromia).[1] Isto ocorre porque uma falta de estimulação simpática na infância interfere na pigmentação da melanina dos melanócitos no estroma superficial da íris.
Síndrome de Münchhausen
Síndrome de Münchausen ou Transtorno factício é uma desordem psiquiátrica em que os afetados fingem doença ou trauma psicológico para chamar atenção ou simpatia a eles. Às vezes os sintomas podem ser induzidos ou fingidos.A Síndrome de Münchhausen é uma doença psiquiátrica em que o paciente, de forma compulsiva, deliberada e contínua, causa, provoca ou simula sintomas de doenças, sem que haja uma vantagem óbvia para tal atitude que não seja a de obter cuidados médicos e de enfermagem.
Na Síndrome de Münchausen, a pessoa afetada exagera ou cria sintomas nela mesma para ganhar atenção, tratamento e simpatia. Em casos extremos, pessoas com esta síndrome têm um alto conhecimento sobre medicina e conseguem produzir sintomas para operações desnecessárias. Por exemplo, podem injetar na veia um material infectado, causandoinfecção e prolongando sua estada no hospital. É diferente de Hipocondria, o paciente com Münchausen sabe que está exagerando, enquanto o hipocondríaco acredita que está doente de fato.
Síndrome de Stendhal
Síndrome de Stendhal, síndrome da sobredose de beleza. É uma doença psicossomática bastante rara, caracterizada por aceleração do ritmo cardíaco, vertigens, falta de ar e mesmo alucinações, decorrentes do excesso de exposição do indivíduo a obras de arte, sobretudo em espaços fechados.[1]O nome da síndrome se deve ao escritor francês Stendhal (pseudônimo de Marie-Henri Beyle) que, tendo sido acometido dessa perturbação em 1817, fez a primeira descrição detalhada dos seus sintomas, posteriormente publicada no livro Nápoles e Florença: uma viagem de Milão a Reggio. Após observar por muito tempo alguns afrescos, descreveu sua experiência como: "Absorto na contemplação de tão sublime beleza, atingi o ponto no qual me deparei com sensações celestiais. Tive palpitações, minha vida parecia estar sendo drenada…".
http://brugada.wordpress.com/
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