segunda-feira, 18 de março de 2013

Primeira tentativa de organizar



Sinopse:


Ele e Ela se conhecem e isso pode ser a última coisa que fazem na vida. E o fazem consecutivas vezes. Sempre as últimas. Muito jovens, portadores de duas síndromes raras se tornam confidentes dos medos e vontades dos outros. Ela, o desajuste entre melancolia e desejo. Ele, a soma de esperança e redenção. Juntos dão novos significados à existência e ao tempo.




Resumo:

Um menino e uma menina se conhecem no jardim central de um centro de pesquisas de disturbios neurológicos raros. Ele puxa assunto e não se importa em ser ignorado no primeiro momento. Continua falando. É simpático e otimista. Algo que ele fala finalmente desperta a atenção da menina que abre a guarda para uma conversa. Os dois falam sobre as doenças que portam e se despedem. Em algum tempo se encontram de novo no mesmo lugar. E o fazem consecutivas vezes. Ao se despedirem sempre resta a dúvida se será a última vez. Ela, o desajuste entre melancolia e desejo. Ele, a soma de esperança e redenção. Juntos dão novos significados à existência e ao tempo. Se confidenciam medos e desejos. Até o momento em que ele tem uma crise e no jardim e é socorrido pelo pai dela. Ele descobre as suas inveções. Sintomas, diagnóstico, medicação, tudo mentira. Ela frequenta o espaço, porque seu pai é um médico-pesquisador e todo seu conhecimento e dissimulação partem daí. Ele volta ao lugar apenas para se despedir dela. Vai fazer tratamento em outro lugar. Não quer que lhe escreva. Ela fica. Até o fim.



Ideias:

ele: o que você tem?
ela:X
ele: não conheço
ela: é rara
ele: são todas raras
ela: e você?
ele: brugada
ela: essa é comum
ele: é?
ela: aham. [dados]

ela: o mundo é uma síndrome
ele: você mentiu pra mim
ela: estou com medo
ele: fecha os olhos
ele sai, ela permanece. seu corpo em espasmo. vira música.

Ela, o desajuste entre melancolia e desejo. Ele, a soma de esperança e redenção. Com quantos encontros se conta uma história? No que se segurar quando se está caindo no tempo? Como fechar os olhos quando se corre o risco de morrer enquanto dorme?

Eles se conhecem e isso pode ser a última coisa que fazem na vida. E o fazem consecutivas vezes. Sempre as últimas. Finitas últimas. Nenhuma certeza. Duas doenças raras, nada à vista.

Os encontros são sempre no mesmo lugar. Perdido na minha cabeça como os intervalos entre eles.

ele: e se a gente já tivesse vivido muito e esse fosse o fim?
ela: não é assim. não dá tempo de saber como são as coisas. 
ele: a gente inventa.
ela: como o que? filhos?
ele: uma viagem de trem, a gente conhece dois anões, eles levam a gente para uma cidade de anões, onde tudo é pequeno... 
ela: de repente um homem apressado passa à cavalo...
ele: ele pede ajuda aos jovens...
ela: saudáveis...
ele: ele pede ajuda aos jovens saudáveis... posso segurar sua mão?
ela: ele segura a mão dela e os três...
ele: não. agora.
ela: não

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